quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jantar, cinema, beijos de boa noite, sexo, namoro. Alma gêrmea???

O que é alma gêmea? Quem criou este conceito? O que ele significa na vida de um indivíduo ou de toda uma comunidade? Há diferenças entre este conceito no oriente e no ocidente? Por que ela é tão valorizada pela sociedade ocidental? Bem... é difícil falar de algo que é tão abstrato! É como discutir o sexo dos anjos, se Machado de Assis é realista ou não, se Deus existe,... Vamos, então, ao conceito de alma gêmea dado pela sociedade ocidental! Alma gêmea é aquela pessoa que vai te completar em todos os sentidos; que é o amor da sua vida; com quem você construírá toda uma família, incluindo a constituição de toda uma descendência; alguém perfeito para você, elegido pelo Destino para te fazer feliz. Alguém notou problemas nesse conceito? Eu noto vários! Há bilhões de seres humanos povoando o planeta Terra. Há, para cada ser humano, somente, UMA alma gêmea. E as pessoas com as quais tivemos um ótimo relacionamento, cuja história não chegou a ser um romance, mas uma crônica, um conto, ou até mesmo uma frase? Pessoas com as quais nos divertimos tanto; que ficaram do nosso lado nos momentos felizes e difíceis; que nos aceitou exatamente como somos? Se o relacionamento não deu certo, é porque aquela pessoa não era a nossa alma gêmea ou porque as diferenças entre ambas as partes eram mais fortes? Afinal, rompimentos acontecem, lágrimas e momentos dramáticos permeiam o fim de um relacionamento amoroso; contudo, isto o torna menos repleto de amor? Por que, para cada ser humano, há, somente, uma alma gêmea? Por que não algumas, que nos fazem sentir bem em todos os momentos (tristes e alegres)? Por que presumir que esta alma gêmea tem que ser, obrigatoriamente, alguém com quem teremos um relacionamento amoroso, com paixão? Por que não um pai, uma mãe, um amigo, um namorado? Para falar a verdade, acredito que esta história de alma gêmea é balela. Acredito piamente que somos animais e que não devemos ignorar o nosso extinto. Se alguém consegue nos prender por meses, anos ou uma vida, é porque há uma série de fatores envolvidos. Afinal, a ideia da pessoa perfeita propagada pela mídia é alguém que é simplesmente PERFEITO. E as meninas ingênuas de 15, 16, 17, 18, 25, 28, 30, 39, 47, etc sempre caem neste lugar comum! E toda pessoa que aparecer e ter um relacionamento amoroso será sua alma gêmea... mesmo que pelo tempo de ter um orgasmo e ele nunca mais te ligar. Dai, ela se lembrará dele(a) carinhosamente como um babaca. O amor é o maior mistério da humanidade. Todos tem a mesma ideia de amor, mas quando se deparam com alguém cujas ideias de amor são diferentes, estes são considerados verdadeiros Shreks ao invés de príncipes encantados ou princesas numa torre vigiada por um monstro ou bruxa má. Mas, apesar de alguns, inconscientemente, se questionarem sobre o lugar comum do conceito de alma gêmea, eles são engolidos por ele. A ideia de alma gêmea é tão tentadora e instigante assim ou apenas precisamos acreditar em contos de fadas para dar um sentido abstrato e confortante para as nossas miseráveis vidas?


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Samantha Jones

sexta-feira, 12 de junho de 2009

A ausência da virgindade implica em certeza de sexo?

Amigos leitores, gostaria de dividir com vocês, uma dúvida que me assola a mente.
O fato da garota (ou garoto tb, o que é mais atípico) não ser mais virgem, a obriga, a ter que, transar com todos os caras com quem ela sair? É, eu questiono isso, porque alguns homens qd descobrem que a menina não é sexualmente ativa, costumam atribuir certos adjetivos à elas, como: pura, angelical e até tranquila!!!!!!!!!! Pois bem. Ótimo ouvir isso né? Mas, quando a menina, no caso, já foi ‘’deflorada’’, parece que todos esses ‘elogios’ minam! De uma hora para outra, a mulher não é mais pura, é suja??? Não é angelical, é diabólica? Desde quando, virgindade virou rótulo de caráter e personalidade? Por que só as virgens merecem respeito, e as mulheres ‘’com mais bagagem’’ não? Por que? Queria entender.
Então quer dizer, que não temos direito de sair com um cara, que nos agrada, sim, mas aquela coisa de beijinho..e só..e não queremos sexo, e qd deixamos isso claro, o sujeito fica p*** da vida? Por que? Onde ta escrito que ‘’Não sou mais virgem, dou pra quem chamar p/ sair’’. Que história é essa? Nós mulheres não temos mais o direito de sermos seletivas, assim como são os homens (e como são!), ou então de transarmos por amor. O que nos obriga a tal ato? Não ficar queimada na rodinha de amigos dele? Ou, como o cara é gato, eu não transo com ele hoje, ele nunca mais vai querer sair comigo? Então temos que ceder quando eles querem e não quando nos sentimos à vontade?
Sabe o que sinceramente eu acho meus queridos? A qualidade dos homens está ficando cada vez pior. Gente, que safra podre é essa? Alguém nos explique? Ou parem o mundo, porque, nós mulheres, sim, as mulheres que se dão ao respeito, querem descer.



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Carrie Bradshaw

sábado, 28 de março de 2009

"Preciso te ouvir dizer que precisa de mim até o fim"

Tudo na vida é transitório, incerto, instável. As pessoas buscam o amor e a felicidade, sofrem, lutam, trabalham, se divertem, riem, choram. Nesta semana, tive meu momento de carência. Não sei o motivo para que isto acontecesse; mesmo assim, senti-me muito carente, vulnerável, com saudades de algo ou de alguém. Minhas reminiscências mais alegres e positivas vieram à tona e tomaram conta do meu coração. As pessoas com as quais eu convivi apareceram para mim uma a uma. Tudo o que eu sinto é um vazio enorme no meu coração, uma sensação de que minha vida não mudou, de que eu não mudei, de que o tempo parou. Olho para o espelho e me vejo, ainda, criança, sonhando com um mundo colorido onde tudo é alegre, tudo é felicidade. Vejo-me abraçando minha família, meus amigos, sendo elogiado pelas "tias" do Colégio Anchieta, beijado pela minha mãe antes de dormir. Mas, no fim do dia, tudo o que eu vejo é uma pessoa psicologicamente envelhecida, triste e amargurada. Alguém que sente falta de algo para preencher o vazio no seu coração que aumenta cada vez mais. Lembrei-me de minha avó. Tive vontade de chorar a sua perda, algo que não fiz quando soube de sua passagem para o mundo dos mortos. Ao que parece a anestesia que eu mesmo me dei perdeu o efeito, e sinto aquela dor da perda. Olho para o presente e vejo que tudo mudou. As pessoas que amava partiram, seguiram suas vidas e buscam a felicidade. Então, lembro-me de uma querida amiga, uma mulher que recentemente sofreu com duas perdas e um tumor no rim direito. Como ela lutou para sobreviver! E conseguiu! Olho para ela e procuro em mim essa força de vencer e de prosseguir com a minha vida, mas eu não a encontro. Quero um afago, um carinho, um gesto de amor e/ou amizade que me conforte e me dê forças para continuar em frente. Não quero perder minhas forças, mas, aos poucos, ela vai se esvaindo do meu coração, dando lugar à uma tristeza profunda. Quero a minha alegria de volta!


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Samantha Jones

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quando deixamos de ser Shiryu de Dragão para nos tornarmos Saga de Gêmeos?

Eu venho de uma geração transitória. As velhas brincadeiras e os avanços tecnológicos voltados para o público infantil coexistiam harmoniosamente. Mas não é disso o que eu quero falar. Minha infância foi marcada não só pelos programas infantis das emissoras abertas comandados por loiras; e por desenhos animados que tinham um caráter psicologicamente didático. Os animes. Ah, os animes! Não se fazem mais animes como antigamente, onde os heróis lutavam em prol de um único objetivo: o amor e a justiça. Eram como os textos homéricos onde personagens como Odisseu (ou Ulisses, em Roma), Paris, Heitor e outros tinham uma personalidade única e lutavam pelos seus ideais. Dizem que o adulto corrupto, mau e desonesto é fruto de uma infãncia na qual este vivia num ambiente assim. Mas, com o passar do tempo, percebi que essa é uma visão muito reducionista a respeito do comportamento humano; afinal, pessoas que viveram a mesma época que eu estão sendo engolidas pelo mar revolto e cruel: o mundo capitalista. Não levanto essa ou aquela bandeira ideológica. Já se foi o tempo em que Cazuza cantava "ideologia eu quero uma para viver". Salvo algumas exceções, as pessoas, em geral, estão substituindo os bons valores morais de respeito, compreensão e justiça por outros que, até uns 10 anos atrásm, eram vistos com um olhar de repúdio. Bandidos estão entrando nas nossas vidas, policiais estão se tornando aquilo o que juraram combater, jovens estão se destruindo com substâncias químicas fortes e potencialmente perigosas. Quando eu era criança, eu torcia para que os cavaleiros de Atena destruíssem os planos malignos do Mestre Ares, de Hilda e de Poseidon, porque o único objetivo destes era destruir o planeta. Eu gritava "vai, planeta" quando cinco jovens empunhavam seus anéis super estilosos e uniam seus poderes. Eu queria que a Rainha Beryl fosse para a puta que a pariu com seus planos diabólicos para dominar a Terra. Caro leitor, você deve saber de que personagens eswtou falando! Exceto pelo desenho do Capitão Planeta, todos são animes. No decorrer dos anos, eu vejo pessoas praticando ações às quais detestavam na infância quando assistiam à programas de TV. A modernidade implica numa revisão de valores, mas isso quer dizer quea sociedade deve considerar aceitável e digno de respeito um homem que manda para outra dimensão as pessoas que, de certa forma, o "desafiam". Quando deixamos de ser Shiryu de Dragão para nos tornarmos Saga de Gêmeos?


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Samantha Jones

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Por que ninguém mais acredita no amor?

Amor que nada, ele só quer é me...
Esse é o conceito que muitas pessoas têm, mas, no entanto, isso não é necessariamente verdade.
Com certeza existem alguns que utilizam a palavra amor (só a palavra, porque seguramente não se valem do sentimento), para enganar e conseguir o que querem, entretanto há também aqueles que realmente amam e apenas não sabem como manter o sentimento vivo.
A grande maioria passa por desilusões amorosas e acaba por desacreditar nesse sentimento sublime, mas não pararam para pensar que na verdade a culpa não é do “nobre” coitado do amor, mas sim do casal que não soube cuidar para que o sentimento não morresse. Pois este é como uma planta; tem de ser semeado, irrigado, adubado, para que possa crescer forte e sadio. É função do casal rega-lo com carinho, diálogos, entendimento de ambas as partes. Não se pode esperar que uma só pessoa ceda, que uma só parte cuide do relacionamento; um não pode amar por dois, ninguém suporta sempre dar, dar, dar e não receber nada de volta.
Então, caros leitores, caso aconteça contratempos em sua relação amorosa, não se engane. Não é que o amor seja irreal ou causador de suas decepções, o erro é simples e exclusivamente do casal. Não tente arranjar um culpado. Pare e reflita sobre os acontecimentos, procure a melhor maneira para resolver seus problemas. Desta forma o amor voltará a ser o grande impulsionador do universo, fazendo nascer novamente a esperança no coração humano. Só assim aprenderíamos a nos dar melhor com nossas falhas, tentaríamos corrigi-las e, deixaríamos de usar o amor como alvo das nossas crises comportamentais. O amor não seria mais uma simples palavra e voltaria a ser algo “concreto”, avassalador.



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Charlotte York

"Somente aquele que te fere pode te fazer sentir bem." ("Erotica", Madonna)

Caro leitor, contarei a você a história do escravo e do senhor de engenho. Era uma vez, num reino distante, um negro que estava viajando pelos mares em direção ao Novo Mundo. Após uma viagem cansativa, ele chegou a um engenho comandado por um homem que lhe pareceu ser um homem de confiança. O senhor de engenho lhe prometeu roupas novas, um quarto para dormir, um salário, enfim... tudo o que o jovem negro precisava em troca de trabalhar no engenho. Após se instalar no engenho, o negro dormiu profundamente e mal podia esperar para mudar de vida, graças àquele bom homem. No dia seguinte, o jovem negro percebeu que a vida no engenho não era o que ele esperava. O alojamento onde ele dormia era bom, mas o resto... Ele não estava acostumado ao trabalho pesado que este lhe exigia, fora as condições climáticas. Por muitas vezes, o senhor de engenho o castigava por não produzir o necessário para enriquecer os seus bolsos. Após tanto sofrimento, o jovem negro decidiu fugir. Estava decidido a não sofrer mais nas mãos daquele terrível homem. Ele vagou por muitos lugares, dormiu no chão inúmeras vezes, não tinha o que comer. E sempre que as coisas estavam difíceis ele voltava para o engenho, porque lá tinha, pelo menos, uma cama macia para descansar. E a história se repetia! Ele trabalhava, era castigado, fugia, voltava, trabalhava, era castigado, fugia, voltava, trabalhava, era castigado,... A vida fora do engenho pareceia-lhe mais difícil do que a do engenho. Mas ele não conseguia perceber que, mesmo sem benefícios como uma cama, comida e etc, a vida fora do engenho era melhor do que a que ele tinha dentro do engenho, pois não apanhava todos os dias. Foi então que ele percebeu uma coisa: ele era sádico! Sim, sádico, porque era ele quem voltava todas as vezes, mesmo sabendo que iria apanhar. Ele gostava de sofrer, de ser humilhado e ridicularizado pelo senhor de engenho que fazia de tudo para reduzir a auto-estima do pobre negro. Esta história não tem um final ainda. Todas as vezes, nós nos deparamos com um senhor de engenho que nos sodomiza, nos faz sofrer, nos humilha, fere nossa dignidade. Mas a pergunta que eu quero deixar-lhe é: vale a pena ter a auto-estima e a dignidade feridas para ter um pouco dos benefícios que os senhores de engenho nos oferece; ou é preferível fugir, deixando todos os benefícios para trás e seguir um outro caminho? Até que ponto nossa dignidade pode suportar a sodomia que nós mesmos nos impomos?


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Samantha Jones

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Serão os parceiros de cama substitutos para o romantismo?

"Não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem." Ah, meus 14 anos! O período da minha vida que não foi maculado pelas angústias, frustrações e responsabilidades que implica uma vida sexual. Caro leitor, eu vou lhe contar um segredo! Aos 15 anos, eu descobri-me gay e, aos 16, fui maculado pelos prazeres da carne. E ainda por cima numa escada de incêndio de condomínio com um cara de 24 anos que não sabia o que estava fazendo. Nem preciso dizer o quão horrível e desprazeroso foi! Depois disso, houve um cara de aproximadamente 30 anos com o qual eu tive um caso puramente sexual durante dois anos e um carinha que transei só uma vez. Em suma, minhas experiências sexuais foram poucas e terríveis. Nunca consegui apreciar o sexo e sempre tive que "terminar sozinho", pois nunca pensaram no meu prazer. Bem, vamos voltar ao carinha de aproximadamente 30 anos. Este se tornou meu parceiro de cama durante dois anos e ficou quase um ano sem me procurar. Desde então eu recorro a sites de relacionamentos para encontrar alguém com quem eu possa vivenciar algo real, sem neuras, sem a "exaltação" do sexo e essas coisas. Em suma, um namorado. Mas, é claro, nunca encontrei alguém assim nesses sites de relacionamentos e, infelizmente, a noite não é uma opção para mim. Com certeza, há pessoas como eu que vivem a mesma situação todos os dias. E tem que recorrer à "solução-reserva", o parceiro de cama. Quando não se tem um relacionamento real, avassalador, que te mude por completo, a única opção é transar com alguém só para ter com quem transar? O que aconteceu com as juras de amor, os presentes, as cartas, as serenatas e todas as coisas românticas que um casal faz, mesmo que seja falso como Carrie escreveu tão bem na postagem anterior? Eu discordo dela em partes. Quando vivemos situações românticas, nos sentimos bem e nossa auto-estima se eleva cada vez mais. Talvez estes saibam o que realmente importa para uma pessoa. A falta de romance faz com que acreditemos em promessas falsas de amor eterno quando a verdadeira intenção é "amor até que meu tesão acabe". Após brigas, separações ou até mesmo a um longo período de sertão, será que devemos recorrer ao sexo total, sem compromissos, sem envolvimento? Serão os parceiros de cama substitutos para o romantismo?


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Samantha Jones