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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

♫ Quem inventou o amor? ♫

Coisa mais confusa é o amor. Uma saudade que dói. Um pensamento sem sentido. Às vezes levamos anos para construir a imagem de um príncipe encantado, e segundos para destruí-la. Porque nada é o que parece. As coisas não são como queremos. E é nessa hora de frustração que temos que juntar todas as nossas forças para não cairmos no desengano. Existe tanta gente desiludida que, atualmente, a arte de amar consiste na capacidade de acreditar, sim. Mas, será que estamos otimistas, ou, não nos resta outra alternativa, a não ser essa espera angustiante, que é o que dá direção à nossa vida? Saber que um dia encontraremos ‘’aquela’’ pessoa, e com ela seremos plenamente felizes.
Mas essa felicidade é real? Ou será que de tão iludidos, construímos um mundo idealizado, com relacionamentos perfeitos, sem problemas, onde tudo é festa e alegria e nunca há sequer um ponto de divergência? Talvez não tenhamos outra saída a não ser essa; crer numa mentira, mas que dará todo o sentido a nossa existência, porque desde que nascemos somos cobrados em tudo. E ter alguém, ter descendentes são umas dessas cobranças que nos fazem eternamente felizes, ou eternamente infelizes em ver que para alguns, isso não é exatamente uma realização. Isso é amor? Isso é uma
obrigação? Uma exigência de nossa sociedade, onde pessoa feliz é aquela casada e com uma penca de filhos? Eu realmente preciso dar essa parcela de contribuição ao mundo, ou não é isso que a vida quer de mim? Já parou pra pensar, em quanta coisa fazemos e sofremos pra alcançar os objetivos que não são necessariamente os nossos, e sim, dos outros!? Queria acreditar que amor não é uma moeda de troca, amor é algo que brota; quando brota. Nem todo mundo é feito pro amor. Uns são feitos de amor e esse amor pode ser compartilhado, não necessariamente dividido.
Então...eu questiono: existe falta de sentimento ou falta de sorte? O que há com o mundo que vivemos?!


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Carrie Bradshaw

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fim da feminilidade frágil ou início de uma NOVA Era?

Somos mulheres, somos batalhadoras. Mas às vezes me pego pensando sobre o quão é injusta essa briga. Se estamos em guerra, numa guerra fria e, quase sempre suja, então, por que não nos
acostumamos à idéia de que sempre teremos que guerrear com alguém que não sabe como é uma batalha limpa? E se somos guerreiras, exigimos direitos iguais, queimamos sutiãs em praça pública, lutamos bravamente por anticoncepcionais... Se somos assim, tão bravas, por que ainda somos tratadas como meras recrutas e nossos homens sempre como sargentões? Será que nunca vamos ter a oportunidade de alçar um posto maior? Ou a única luta que teremos travar é aquela contra fogão, casa suja e lei da gravidade?
Essa guerra é fria. Por que fria? Porque os homens não tem a mínima sutileza em nos fazer de idiotas, de nos ver agindo como umas bobas, nos fazendo sentir únicas, inéditas. Agem com calculismo, com uma insanidade inconstante, para que pensemos que são coitados e ‘’não sabiam o que estavam fazendo’’. Todo mundo aqui deve saber como se penetra um pênis dentro da vagina, não é mesmo? E não é por mágica.
Nós pequenas guerreiras, sim, pequenas só na aparência frágil, porque dentro de cada uma de nós, funciona um verdadeiro tanque de guerra, com toda a sua brutalidade e firmeza.
Sinto que estamos perdendo uma batalha. E quando não há mais nada a fazer, quando já estamos
fracas e vendo companheiras nossas caídas ao chão, é que percebemos que chegamos em um
ponto onde muitas não chegaram...talvez nunca chegarão...
E é nessa hora que junto forças e volto...volto para o campo de batalha disposta a vingar todas essas ‘’Evas’’ que por aí vagam, perdidas, feridas, quase mortas, mimetizadas com a paisagem.
Sua guerra é a minha também. E não É feminismo. É um instinto de GRANDE vergonha na cara. Tá na hora de pôr esses soldadinhos de merda na sarjeta.
Cuidado pelotão de machos alfas. Estou munida de granadas e muita dinamite.


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Carrie Bradshaw